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Acontece no mercado imobiliário

Espaçolaser triplica sede e adota presencial total

escrito por

Marcia Garcia

publicado em

23 de junho de 2026

tempo de leitura:

14 min

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A Espaçolaser decidiu dar um passo importante na sua operação em São Paulo: a rede de depilação a laser mudou sua sede para um escritório três vezes maior do que o anterior. O novo espaço, de 3,6 mil m², fica na Vila Madalena, em um edifício recém-entregue e assinado por um nome de peso da arquitetura. A mudança acompanha uma virada estratégica da companhia, que passou a adotar o modelo 100% presencial para concentrar toda a equipe em um único endereço, reforçar a cultura interna e melhorar a produtividade. Antes, o time estava dividido entre diferentes locais e ainda trabalhava em esquema híbrido, por falta de área suficiente. Agora, com mais de 400 funcionários de escritório reunidos no mesmo lugar, a empresa tenta transformar logística em vantagem competitiva. No artigo, você vai entender os motivos por trás da mudança, o impacto no mercado de escritórios e por que a Vila Madalena começa a ganhar espaço no radar corporativo:

A virada estratégica da empresa

A Espaçolaser decidiu reescrever sua rotina corporativa com uma mudança que vai muito além de endereço: a companhia triplicou o tamanho da sua sede em São Paulo e passou a operar em regime 100% presencial. O novo escritório, com 3,6 mil m², fica na Vila Madalena, em um edifício recém-entregue e desenhado para oferecer uma estrutura mais moderna à operação. A decisão vem em um momento em que muitas empresas ainda ajustam seus modelos de trabalho, mas também em que diversas companhias de grande porte voltam a apostar na convivência diária como forma de fortalecer cultura, acelerar decisões e aproximar áreas estratégicas.

Até a mudança, a empresa trabalhava com equipes espalhadas em diferentes pontos da cidade e não tinha espaço para acomodar todo mundo ao mesmo tempo. Isso limitava a presença diária ao esquema de três dias no escritório, um formato que já não atendia ao crescimento da operação. Hoje, com cerca de 400 funcionários administrativos, a companhia precisava de um ambiente mais integrado para sustentar sua nova fase. A transferência para uma única sede, portanto, não é só uma questão imobiliária: é uma escolha de gestão. É o tipo de movimento que ajuda a enxergar o escritório como ferramenta de performance, e não apenas como custo fixo.

Para quem observa o mercado imobiliário corporativo, a decisão também revela uma tendência relevante. Em vez de manter times dispersos e espaços subutilizados, empresas buscam estruturas capazes de reunir pessoas, reduzir fricções e criar um dia a dia mais fluido. Nesse contexto, a Espaçolaser triplica sede com a intenção clara de ganhar eficiência operacional e reforçar o senso de pertencimento entre os colaboradores. É uma transformação que combina estratégia, cultura e ocupação imobiliária em um mesmo movimento.

Novo endereço, mais espaço e mais integração

O novo endereço da companhia fica no Fidalga J. Safra Corporate, edifício entregue em 2024 e assinado pelo escritório de arquitetura de Thiago Bernardes. A escolha reflete uma busca por um imóvel que ofereça não apenas metragem suficiente, mas também atributos de imagem e experiência para uma empresa que quer se posicionar com mais força. Em termos práticos, o salto é expressivo: a sede anterior se dividia entre um escritório de 1,2 mil m² na Av. Pedroso de Morais, distribuído em três andares, e outro espaço em Moema, onde funcionava a Universidade do Laser, responsável pela formação dos profissionais das lojas.

Unificar tudo isso em um só lugar elimina deslocamentos internos, simplifica a comunicação e melhora o alinhamento entre áreas. Em empresas com operação nacional e forte ritmo comercial, a proximidade entre times costuma fazer diferença na velocidade das entregas. No caso da Espaçolaser, colocar a estrutura administrativa, de suporte e de desenvolvimento em um único ponto reforça uma lógica que muitas companhias passaram a valorizar depois da experiência híbrida: menos fragmentação, mais coordenação. A mudança também permite desenhar um ambiente mais coerente com a cultura desejada pela liderança, algo especialmente importante em negócios de serviço, varejo e franquias, nos quais a experiência da marca precisa ser refletida internamente.

Outro detalhe relevante é o custo. O contrato foi fechado a R$ 117/m², valor considerado competitivo diante do que se pratica em regiões tradicionais como o Itaim Bibi. Em um mercado em que o preço do metro quadrado segue sendo decisivo para a tomada de decisão, o movimento mostra que localização e qualidade podem coexistir fora dos eixos mais óbvios. Isso abre espaço para novas leituras sobre ocupação corporativa em São Paulo, principalmente para empresas que desejam crescer sem assumir o peso financeiro das áreas mais consolidadas. Mais do que uma sede maior, a companhia buscou um endereço com racional econômico e capacidade de sustentar sua nova fase.

Presencial total, cultura forte e produtividade

O retorno integral ao presencial vem acompanhado de uma intenção clara: fortalecer a cultura e aumentar a produtividade. Na prática, a empresa entende que o encontro diário entre pessoas acelera trocas, reduz ruídos e cria uma rotina de colaboração mais orgânica. Em vez de depender de agendas virtuais, a companhia aposta na presença física como vetor de alinhamento, especialmente em uma fase de crescimento em que padronização e consistência interna ganham ainda mais peso. Esse movimento também conversa com uma onda mais ampla no ambiente corporativo, em que grandes marcas vêm revisitando o híbrido e redesenhando a relação entre escritório, time e resultado.

Para o mercado imobiliário, esse tipo de decisão tende a gerar consequências interessantes. Quando uma empresa migra para o presencial total, ela não apenas aumenta sua demanda por área, mas também altera o padrão de uso do escritório. O espaço deixa de ser um ponto de passagem e passa a ser um centro de convivência, treinamento e construção de identidade. É exatamente aí que entra o valor estratégico de projetos bem localizados e bem desenhados. Em um cenário em que a disputa por talentos continua forte, o escritório pode virar argumento de retenção, de engajamento e de marca empregadora. E quando isso acontece, a ocupação imobiliária ganha uma camada adicional de relevância.

Não por acaso, a escolha da Vila Madalena também sugere que empresas estão olhando além dos bairros tradicionalmente dominantes. A região ainda não é o primeiro destino que vem à cabeça quando se fala em lajes corporativas, mas projetos recentes indicam uma mudança de percepção. A presença de empreendimentos como o novo endereço da Espaçolaser, o Dynamic Vila Madalena e o Leaf Macunis ajuda a consolidar uma oferta mais moderna, com potencial de atrair ocupantes que buscam alternativas aos preços e à saturação de zonas mais clássicas. A leitura é simples: quando o produto é bom e a conta fecha, o mapa corporativo pode se expandir.

Por que a Vila Madalena entrou no mapa corporativo

A Vila Madalena sempre foi associada a lazer, gastronomia, cultura e vida de bairro, mas vem ganhando espaço como endereço corporativo justamente por oferecer uma combinação rara: localização estratégica, atmosfera urbana e possibilidade de desenvolver projetos imobiliários mais contemporâneos. Para empresas que querem sair do óbvio sem perder acesso e conveniência, a região passa a ser uma alternativa plausível. O caso da Espaçolaser ajuda a acelerar essa leitura porque mostra que a escolha não foi apenas estética; foi uma decisão baseada em ocupação, custo e capacidade de acomodar o crescimento da operação.

Em mercados maduros, regiões fora do eixo tradicional costumam se fortalecer quando conseguem entregar diferenciais claros. Na Vila Madalena, a disponibilidade de novos empreendimentos e o perfil mais flexível de ocupação podem ser atrativos relevantes para companhias em expansão ou em reorganização. Além disso, a imagem de um edifício novo, com arquitetura assinada, contribui para elevar o padrão percebido do endereço. Para o usuário final, isso importa. Para a empresa, importa ainda mais, porque o escritório se transforma em expressão concreta da marca. E em um momento de disputa acirrada por talentos, a experiência do espaço pode influenciar desde o recrutamento até o engajamento cotidiano.

Esse reposicionamento geográfico também tem reflexos na dinâmica da cidade. Quando empresas procuram bairros que não eram prioridade antes, ajudam a desconcentrar a demanda e a criar novos polos de interesse. O resultado é um mercado mais diverso, com oportunidades para incorporadoras, fundos e proprietários atentos a vocações emergentes. Em outras palavras, a decisão de uma única companhia pode sinalizar uma direção mais ampla. E no caso de São Paulo, onde o mercado corporativo vive em constante movimento, esses sinais costumam antecipar tendências importantes.

O que essa decisão ensina ao mercado imobiliário

A movimentação da Espaçolaser deixa algumas lições valiosas para quem acompanha o mercado imobiliário corporativo. A primeira é que espaço voltou a ser um ativo estratégico. Não basta ter um escritório; é preciso que ele faça sentido para o tamanho da equipe, para o modelo de trabalho e para os objetivos do negócio. Quando a operação cresce, improvisar tende a custar mais caro em produtividade e experiência. A segunda lição é que a busca por eficiência financeira não precisa sacrificar qualidade. Fechar contrato em uma região com preço competitivo, sem abrir mão de um edifício novo e bem posicionado, mostra que há espaço para decisões inteligentes fora dos bairros mais caros.

A terceira mensagem é que o escritório continua relevante, desde que cumpra um papel claro. Em vez de ser apenas um endereço administrativo, ele precisa funcionar como centro de conexão, cultura e aprendizado. Isso vale ainda mais para empresas com operação espalhada por várias frentes, como redes varejistas, franquias e serviços especializados. Quando a estrutura física acompanha a ambição do negócio, ela deixa de ser suporte e passa a ser parte da estratégia. Nesse sentido, a Espaçolaser triplica sede não só para acomodar pessoas, mas para desenhar um novo jeito de operar e crescer.

Para o mercado, o recado é direto: o reposicionamento do escritório continua vivo. A volta ao presencial total, em alguns casos, está impulsionando novas locações, reocupação de áreas e renovação de contratos em regiões que sabem responder a essa demanda. E, para empresas que estão avaliando movimentos semelhantes, o caso mostra que vale olhar com atenção para três variáveis: custo, infraestrutura e identidade. Quando essas peças se encaixam, o endereço certo pode virar uma vantagem competitiva difícil de copiar.

Um novo ritmo para a cultura da empresa

No fim das contas, a mudança da Espaçolaser parece dizer muito sobre o momento atual das empresas: crescer exige organização, e organização exige escolhas claras. Ao reunir toda a equipe em uma sede maior, a companhia busca mais do que conforto operacional. Ela quer criar um ambiente em que o encontro diário fortaleça a cultura, aproxime lideranças e ajude a sustentar a produtividade com menos dispersão. É um passo que exige convicção, mas que também pode render ganhos consistentes para a rotina e para a imagem institucional.

Para o mercado imobiliário, esse tipo de decisão funciona como uma bússola. Mostra que há demanda real por escritórios bem localizados, bem planejados e capazes de acompanhar o ritmo das empresas que saíram da fase de adaptação e entraram na fase de consolidação. A história da Espaçolaser, nesse sentido, não é apenas sobre metros quadrados. É sobre como o espaço certo pode destravar uma nova etapa de crescimento. E, quando isso acontece, o escritório deixa de ser cenário e vira protagonista.