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Acontece no mercado imobiliário

Escritórios na Paulista: Tendências do Mercado Imobiliário

escrito por

Marcia Garcia

publicado em

22 de outubro de 2025

tempo de leitura:

9 min

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No contexto do mercado imobiliário, a Avenida Paulista se destaca como um ponto de renascimento e oportunidades promissoras. Entre 2015 e 2025, o estoque de lajes corporativas na região aumentou significativamente, passando de 281 mil m² para 385 mil m², comprovando sua relevância como um dos endereços mais cobiçados em São Paulo.
 
Apesar dos desafios enfrentados durante a pandemia, a taxa de vacância caiu para 7,8%, a menor em uma década, sinalizando uma recuperação animadora para investidores e empresas, especialmente as de médio porte que buscam condições mais favoráveis. Além disso, a presença de espaços de coworking e o aumento nos preços do metro quadrado refletem uma nova dinâmica ocupacional.
 
A acessibilidade da região, com suas diversas opções de transporte, também tem atraído empresas em busca de locais que prezam a qualidade de vida de seus colaboradores. Prepare-se para explorar mais sobre essa transformação e as expectativas para o futuro da Paulista:

No mercado de escritórios, a Paulista está voltando

Em meio aos desafios do mercado imobiliário, a região da Av. Paulista ressurge como um verdadeiro símbolo de renovação e oportunidade. Com um crescimento notável no estoque de lajes corporativas, passando de 281 mil m² em 2015 para 385 mil m² no primeiro semestre de 2025, a Paulista está se reafirmando como um dos endereços mais cobiçados para negócios em São Paulo. Essa transformação não é apenas uma questão de números, mas reflete a dinâmica de uma região que se adapta e evolui diante das mudanças econômicas e sociais.
 

A renascença da Paulista: dados e expectativas

A pandemia trouxe desafios imensos para o setor de escritórios, elevando a taxa de vacância na Paulista a patamares alarmantes. No entanto, recentemente, observou-se uma queda significativa nessa taxa, atingindo 7,8%, a menor em uma década, de acordo com a consultoria Binswanger. Esse movimento indica uma recuperação promissora, trazendo novas esperanças para investidores e empresários que veem na Paulista um espaço não só histórico, mas também vibrante e cheio de potencial.
 
Um dos fatores que têm contribuído para essa recuperação é a mudança na demanda por espaços. Enquanto muitos bancos e instituições financeiras migraram para a região da Faria Lima nas últimas décadas, agora observa-se um retorno das empresas para a Paulista, especialmente aquelas de médio porte que buscam condições mais favoráveis para suas operações. Ter um endereço na Paulista não é apenas uma questão de prestígio, mas também de acessibilidade e custo-benefício, considerando a infraestrutura de transporte que a região oferece.
 

O novo perfil ocupacional da Avenida

Atualmente, a Paulista está se consolidando como um polo para o “médio clero”, onde grandes empresas estão transferindo parte de suas operações de backoffice. O setor financeiro ainda se mantém forte na área, com instituições renomadas como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, mas a presença de espaços de coworking, como o WeWork e a GoWork, indica uma nova era de flexibilidade e inovação no modelo de trabalho.
 
Os preços do metro quadrado na Paulista também refletem essa nova realidade. No primeiro trimestre de 2025, o valor médio por metro quadrado foi de R$ 124,67, subindo para R$ 136,31 no segundo trimestre, um aumento de 9%. A expectativa é que essa tendência de alta continue, especialmente à medida que áreas como Pinheiros tentam alcançar os níveis aquecidos da Faria Lima. Segundo Ricardo Raoul, diretor geral da Paladin no Brasil, é provável que em breve os preços na Paulista atinjam valores semelhantes aos de Pinheiros, que atualmente podem chegar a R$ 180/m².
 

A acessibilidade como diferencial

Outro ponto forte da Paulista é a facilidade de acesso. Com diversas estações de metrô e uma vasta rede de ônibus, a localização da Avenida é um atrativo decisivo para as empresas que desejam instalar suas operações ali. Executivos têm destacado que a decisão de alocar operações na Paulista é influenciada diretamente pela conveniência que essa região oferece aos funcionários. Isso é especialmente relevante em tempos em que a mobilidade urbana e a qualidade de vida dos colaboradores são prioridades nas estratégias empresariais.
 

Desafios e oportunidades de retrofit

Apesar das boas notícias e da crescente demanda, o principal desafio enfrentado no mercado de escritórios na Paulista é a escassez de novos empreendimentos, principalmente do tipo A e A+. A região ainda possui um estoque considerado antigo que compete com prédios mais modernos em locais como Pinheiros e Rebouças. Esse fator tem levado muitas empresas a considerar o retrofit como uma solução viável. No entanto, os custos e viabilidades desse processo precisam ser bem analisados, pois dependem de diversos fatores, como a condição atual dos prédios e a complexidade das obras necessárias.
 
Paulo Izuka, gerente de inteligência de mercado da Binswanger, destaca que enquanto a Paulista ainda carrega um estoque mais antigo, muitos edifícios B estão sendo transformados em ativos A e A+ através de reformas. Essa estratégia pode gerar um aumento significativo no valor do metro quadrado e atrair novos inquilinos para a região. Um exemplo notável dessa tendência é a marca GoWorking, que está expandindo suas operações na Paulista e prevê um aumento de 15% a 20% nos preços de locação com a redução da vacância.
 

Impactos no mercado imobiliário ao redor

Com o reaquecimento da Paulista, os arredores também começam a sentir os efeitos positivos desse movimento. Empreendimentos multiuso, como o Passeio Paulista, desenvolvido pela Brookfield e Fibra, estão atraindo novos investimentos e revitalizando áreas adjacentes. Hilton Rejman, presidente executivo da Brookfield Properties, afirma que a região nunca perdeu sua atratividade, e as novas iniciativas só reforçam sua posição como um dos endereços mais desejados do mercado corporativo.
 
Guilherme Meira, diretor da CBRE, projeta um crescimento contínuo da ocupação na Paulista nos próximos trimestres. As empresas estão cada vez mais buscando projetos que priorizem eficiência, certificações ESG e flexibilidade de uso, mas a preços mais acessíveis do que os praticados na Faria Lima. Esse movimento demonstra não apenas a resiliência da região, mas também a capacidade dela de se reinventar e atender às novas demandas do mercado.
 

Considerações finais sobre o futuro da Paulista

Em suma, a Avenida Paulista está realmente voltando a ser um epicentro do mercado de escritórios em São Paulo. Com taxas de vacância em queda, um aumento na demanda e novas estratégias de uso do espaço, a região se posiciona de forma robusta para os desafios e oportunidades que virão. Este renascimento não é apenas uma questão de espaço físico, mas sim de inovação e adaptação a um novo cenário econômico e social.
 
As perspectivas para o mercado de escritórios na Paulista são otimistas, com um aumento esperado nos preços e um influxo de empresas buscando espaços adequados e eficientes. Se você está pensando em investir ou estabelecer sua empresa em São Paulo, a Paulista é, sem dúvida, uma opção a ser considerada com atenção e seriedade. Mantenha-se informado sobre as tendências do mercado e as oportunidades que essa icônica avenida pode oferecer.