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Acontece no mercado imobiliário

Eduardo Paes Impõe Restrições a Hotéis e Shopping: O Que Esperar?

escrito por

Marcia Garcia

publicado em

2 de janeiro de 2026

tempo de leitura:

9 min

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lançou um ultimato a dois hotéis e um shopping na cidade, demandando ações concretas para a reativação de empreendimentos que estão em estado de abandono. Os estabelecimentos em questão são o Praia Ipanema e o antigo Intercontinental, além do Fashion Mall, todos pertencentes à mesma empresa, a Gafisa. Paes estipulou um prazo de 60 dias para que os proprietários apresentem planos viáveis de revitalização, caso contrário, ele não hesitará em usar a desapropriação como medida para reverter essa situação.

Essa pressão se torna ainda mais relevante em um momento em que o turismo no Rio está em ascensão, especialmente com eventos como o Réveillon e o Carnaval. A revitalização desses locais pode não apenas impulsionar a economia, mas também melhorar a qualidade de vida na cidade, tornando-a mais atrativa para investidores. Prepare-se para explorar os desdobramentos dessa iniciativa que promete transformar a paisagem carioca:

O ultimato de Eduardo Paes a dois hotéis e um shopping: reativação ou desapropriação?

O cenário urbano do Rio de Janeiro vive um momento de expectativa e tensão com as recentes declarações do prefeito Eduardo Paes. Em uma postagem nas redes sociais, Paes manifestou sua insatisfação em relação ao estado de abandono de dois hotéis na orla carioca—o Praia Ipanema e o antigo Intercontinental, localizado em São Conrado—e um shopping center, o Fashion Mall. Com prazos estabelecidos e medidas incisivas à vista, o prefeito deixou claro que a paciência acabou, e a revitalização dessas áreas não é apenas desejada, mas urgentemente necessária. A palavra-chave aqui é “ultimato”, e ela ressoa não apenas como uma pressão sobre os proprietários desses empreendimentos, mas também como um reflexo das demandas da cidade e do mercado imobiliário.

Um chamado à ação para os investidores

Eduardo Paes exortou os proprietários dos hotéis a apresentarem nos próximos 60 dias propostas concretas para a reativação dos negócios. Caso contrário, o prefeito sinalizou que fará uso da desapropriação por hasta pública, uma ferramenta incluída no Plano Diretor de 2024, que visa revigorar imóveis subutilizados. Essa medida já foi utilizada anteriormente em outras situações, criando um precedente que destaca a seriedade da postura de Paes. Em suas palavras, “Especulação sem produção não dá” caracteriza o cerne do problema: a necessidade de ação efetiva em vez da mera expectativa de valorização dos ativos.

Os dois hotéis, além de significarem um potencial econômico desperdiçado, estão degradando áreas nobres da cidade, o que impede que novos investidores entrem no mercado. Este é um ponto crucial, já que o fluxo turístico no Rio de Janeiro está em ascensão, especialmente durante eventos como o Réveillon e o Carnaval, onde as taxas de ocupação dos hotéis superam 95%. Em um momento em que o mercado imobiliário hoteleiro se aquece, a inatividade desses empreendimentos se torna ainda mais alarmante.

A situação dos hotéis abandonados

O Praia Ipanema é um caso emblemático. Com sua localização privilegiada na Avenida Vieira Souto, este hotel se encontra fechado desde 2023, após ser adquirido pela Gafisa por cerca de R$ 180 milhões. A expectativa na época era de um projeto de alto padrão, mas, desde então, nada foi concretizado. O mesmo vale para o antigo Hotel Intercontinental, que, após passar por diferentes bandeiras, fechou definitivamente em 2018 e permanece sem uso. O abandono desses patrimônios não só fere a estética urbana, mas também desvia investimentos que poderiam revitalizar a região.

A história recente do Ipanema Plaza ilustra como a pressão da prefeitura pode resultar em mudanças positivas. Após um processo de desapropriação, o edifício encontrou uma nova aquisição, transformando-se em um novo empreendimento sob a rede Tryst. Tal mudança evidencia que a recuperação de imóveis não é apenas uma urgência, mas uma oportunidade de inovação e revitalização urbana.

A pressão sobre o Fashion Mall

No âmbito do shopping center, o Fashion Mall também entrou na mira da administração municipal, embora Paes não tenha exposto detalhes sobre as medidas planejadas. O que se sabe é que este ativo, assim como os hotéis, pertence à Gafisa e está contribuindo para uma percepção negativa da área. O desprezo por imóveis comerciais em locais estratégicos demonstra uma falta de visão por parte de seus proprietários, que, por sua vez, prejudica o dinamismo do mercado.

A relação entre desapropriação e revitalização é delicada, mas necessária. A administração pública tem a responsabilidade de zelar pelo desenvolvimento econômico e social da cidade. Portanto, medidas enérgicas como o ultimato de Paes são vistas como um caminho para restabelecer a confiança de novos investidores no potencial do setor hoteleiro e comercial da cidade.

O impacto no mercado hoteleiro carioca

O cenário atual revela que o mercado de hotelaria no Rio de Janeiro tem avançado com vigor, impulsionado por fatores como aumento do turismo internacional. Não menos importante, grandes bandeiras internacionais têm mostrado interesse em expandir suas operações na cidade. O Four Seasons planeja abrir uma unidade no Leblon em 2029, enquanto o Sofitel Ipanema, que em breve será reinaugurado, promete trazer novas oportunidades e competitividade ao setor.

Em meio a isso, Eduardo Paes representa não apenas um líder, mas um visionário que almeja um futuro onde a cidade se desenvolva em harmonia com os investimentos privados. Ele tem sido proativo em sua abordagem, ressaltando a necessidade de promover um ambiente favorável para novos projetos. O resultado esperado? Recuperar a vitalidade de áreas nobres e incentivar a chegada de novos players ao mercado.

Uma cidade em transformação

A reação do prefeito Eduardo Paes em relação ao estado dos dois hotéis e do shopping é um sinal claro de que a cidade do Rio de Janeiro está em transformação. O ultimato lançado às empresas proprietárias desses ativos é muito mais do que um aviso; ele é um convite à ação, um chamado para a revitalização de áreas que têm um enorme potencial. Ao empregar a desapropriação como uma ferramenta, a prefeitura mostra que está adotando uma postura ativa e interveniente, o que é essencial para garantir que os espaços urbanos sejam utilizados de forma eficiente.

Para os investidores e a comunidade, isso é uma mensagem clara: o momento de agir é agora. As oportunidades estão surgindo, e a cidade busca transformar desafios em conquistas. Com a copa de 2026 se aproximando e o mercado hoteleiro aquecido, cada decisão tomada por investidores terá um impacto significativo.

Para um futuro promissor!

Em suma, o ultimato de Eduardo Paes a dois hotéis e um shopping representa um marco importante para o futuro do Rio de Janeiro. A revitalização dos empreendimentos abandonados não apenas trará benefícios econômicos, mas também melhorará a qualidade de vida na cidade, reduzindo a degradação urbana.

À medida que novos investidores se unem a essa empreitada, o Rio de Janeiro poderá finalmente se destacar como um polo turístico e econômico, aproveitando seu potencial inexplorado. Não há dúvidas de que a energia do prefeito e o otimismo no mercado imobiliário são ingredientes essenciais para essa transformação. Vamos acompanhar esse desdobramento e ver até onde essa jornada nos levará!