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Acontece no mercado imobiliário

Investidores estão migrando de Extrema: Descubra o porquê!

escrito por

Marcia Garcia

publicado em

30 de outubro de 2025

tempo de leitura:

9 min

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Os investidores estão reavaliando suas estratégias e deixando Extrema para trás em um contexto de transformação do mercado imobiliário brasileiro. A cidade, que se destacou como um polo logístico devido a incentivos fiscais que garantiam uma tributação atrativa, enfrenta agora desafios significativos com a recente reforma tributária.
 
A descontinuação desses benefícios elevou as incertezas, resultando em uma drástica redução na construção de novos galpões e no aumento da vacância nas propriedades comerciais. Os desenvolvedores, antes otimistas, agora buscam alternativas em regiões que oferecem melhores condições operacionais e proximidade com grandes centros urbanos.
 
As mudanças no comportamento dos investidores indicam uma nova dinâmica no setor, onde a eficiência logística e a adaptação às demandas do mercado se tornam cruciais. Este artigo irá explorar as razões por trás dessa mudança e as novas oportunidades que estão surgindo para os empreendedores:

Os investidores já estão deixando Extrema para trás

O cenário imobiliário no Brasil tem se transformado rapidamente, e a cidade de Extrema, que já foi um polo logístico promissor, está enfrentando novas realidades. Os investidores começaram a buscar alternativas mais atrativas, enquanto a reforma tributária impacta diretamente no mercado local. Neste artigo, vamos explorar as nuances desse fenômeno, entender por que os investidores estão deixando Extrema para trás e quais são as tendências que estão moldando o futuro do setor.

 

A Reforma Tributária e Seus Efeitos em Extrema

A recente reforma tributária aprovada pelo Congresso trouxe mudanças significativas para municípios como Extrema. Considerada uma cidade estratégica na fronteira entre Minas Gerais e São Paulo, Extrema conquistou sua fama como um polo logístico devido aos incentivos fiscais que oferecia. Esses incentivos possibilitavam uma cobrança de ICMS muito mais baixa em relação ao estado vizinho, tornando a região atraente para empresas de e-commerce e distribuição.

 

Contudo, com as novas regras, os incentivos foram descontinuados, levando a um panorama de incertezas. O nível de construção de novos galpões caiu drasticamente, passando de 400 mil metros quadrados em 2023 para apenas 190 mil metros quadrados projetados para 2025. Essa queda representa uma mudança significativa em um período em que o mercado nacional estava em ascensão, com recordes de entregas e vacância reduzida. As empresas agora reavaliam suas estratégias, buscando locais onde ainda possam otimizar seus custos operacionais e tributários.

 

O Novo Comportamento dos Investidores

À medida que Extrema perde seu brilho como destino logístico, muitos investidores estão se virando para outras regiões que oferecem condições mais favoráveis. A percepção de risco aumenta à medida que o município se vê desprovido dos benefícios fiscais que antes eram seu grande atrativo. De acordo com Fernando Didziakas, sócio da Buildings, “o desenvolvedor está bem mais receoso”, ilustrando a hesitação no investimento em áreas que já foram promissoras.

 

Com a vacância subindo para quase 10% e o volume de projetos em fase de aprovação despencando — de 500 mil para 228 mil metros quadrados — é evidente que os investidores estão mudando seu foco. Eles buscam locais onde a logística possa ser otimizada, preferindo proximidade com grandes centros urbanos e menores custos, características que Extrema já não pode garantir. Assim, cidades maiores e mais dinâmicas começam a ganhar destaque nas decisões de investimento.

 

As Alternativas para os Desenvolvedores

Diante dessa nova realidade, os desenvolvedores têm buscado adaptar suas estratégias. Em vez de concentrar esforços exclusivamente em Extrema, há um movimento crescente para diversificar e explorar outras áreas que prometem retornos mais estáveis e previsíveis. Projetos em regiões metropolitanas, que apresentam uma maior densidade populacional e uma demanda crescente por espaços comerciais e logísticos, estão se tornando cada vez mais atraentes.

 

Empresas de logística e e-commerce, por exemplo, estão reavaliando seus contratos de locação. Enquanto Extrema ainda possui um preço por metro quadrado considerado competitivo (R$ 29,34), os locatários estão cada vez mais motivados a buscar alternativas que garantam não apenas economia, mas uma melhor eficiência operacional. O resultado é uma corrida por locais que possam agregar valor às operações e reduzir custos logísticos.

 

A Busca por Eficiência

Um ponto que merece destaque é a alteração no comportamento das locatárias, que agora priorizam estar mais próximas dos centros consumidores. Essa mudança na dinâmica do mercado propõe um novo paradigma para as empresas que buscam otimizar suas operações. O diretor de uma empresa desenvolvedora afirmou que “as decisões agora serão exclusivamente operacionais”, tudo para garantir a sobrevivência e competitividade em um cenário de constantes mudanças.

 

Conforme a demanda por galpões logísticos evolui, é necessário que as empresas estejam atentas às movimentações do mercado. A busca pela eficiência dos custos logísticos se torna um fator crucial para quem deseja se manter relevante em um ambiente tão competitivo. Os fatores que impulsionam essa busca incluem a redução da vacância e a necessidade de estar perto dos grandes centros de consumo.

 

Um Futuro Inesperado

As mudanças no cenário imobiliário em Extrema servem como um alerta para investidores e desenvolvedores em potencial. O equilíbrio entre a oferta e a demanda, aliado a uma análise crítica dos incentivos fiscais e operacionais, deverá guiar as decisões futuras. A reforma tributária, que, à primeira vista, parecia ser um golpe duro, também traz consigo a oportunidade de reavaliação e inovação no setor.

 

Portanto, para aqueles que buscam investir no mercado logístico, a lição é clara: adaptação e vigilância constante são essenciais. Em vez de seguir a tradição de se estabelecer em locais que já foram considerados ótimos, é hora de repensar estratégias e estar aberto a novas oportunidades.

 

Reflexões Finais Sobre o Cenário de Extrema

Enquanto Extrema pode ter sido um lar seguro para muitos investidores, a realidade agora exige uma visão mais ampla. Fusões de interesses, mudanças nas políticas e a busca incessante pela eficiência são fatores que moldam o mercado imobiliário contemporâneo. A chave para o futuro reside na habilidade de se adaptar e de encontrar novos caminhos que ainda possam oferecer valor em meio a incertezas.

 

Encaremos esta nova fase como uma oportunidade. Ao saírem de Extrema, os investidores não estão apenas abandonando um lugar, mas abrindo portas para novas possibilidades e investindo em regiões que oferecem mais do que apenas espaço — oferecem um futuro promissor e sustentável. Agora é a hora de ser ágil, inovador e estratégico para garantir que o impacto desta transição seja positivo e duradouro.