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Acontece no mercado imobiliário

Cury planeja aumentar empreendimentos em 2026 para R$9,5 bi

escrito por

Marcia Garcia

publicado em

27 de outubro de 2025

tempo de leitura:

10 min

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A Cury, uma das principais incorporadoras do Brasil, está prestes a dar um passo audacioso no mercado imobiliário, prevendo um aumento significativo em seus lançamentos para 2026, estimando um volume de vendas de até R$ 9,5 bilhões. Essa expectativa representa um crescimento de 11,8% em relação aos R$ 8,5 bilhões projetados para este ano e reflete a confiança da empresa na recuperação econômica.
 
Durante uma apresentação ao Santander, diretores da Cury confirmaram que, entre janeiro e setembro deste ano, a empresa já comercializou R$ 6,2 bilhões, mostrando um aumento robusto nas vendas. Apesar das incertezas econômicas, a incorporadora opta por maximizar as vendas de seu estoque atual, consolidando uma base sólida antes de novos lançamentos. A busca por um crescimento sustentável e a manutenção de uma geração de caixa elevada são prioridades estratégicas que poderão moldar o futuro da companhia. À medida que a Cury se prepara para esses desafios, o que está por vir promete ser emocionante:

Cury prevê ampliar lançamentos em 2026 para até R$ 9,5 bi

A Cury, uma das principais incorporadoras do Brasil, está se preparando para um marco significativo no mercado imobiliário. A empresa prevê ampliar lançamentos em 2026 para até R$ 9,5 bilhões, um passo ousado que reflete tanto a confiança na recuperação econômica quanto o apetite por novos projetos residenciais e comerciais. O Diretor Financeiro, João Mazzuco, e o diretor de Relações com Investidores, Ronaldo Cury, compartilharam essas expectativas otimistas durante uma recente apresentação ao Santander, destacando que essa projeção representa um aumento de até 11,8% em relação aos R$ 8,5 bilhões previstos para este ano.

Um Olhar Detalhado sobre o Pipeline de Lançamentos

O pipeline de lançamentos da Cury é um tema vital para compreender como a incorporadora planeja posicionar-se no mercado nos próximos anos. Com uma meta robusta que varia entre R$ 9 bilhões e R$ 9,5 bilhões em VGV (Valor Geral de Vendas), a Cury não está apenas projetando números; está estabelecendo um padrão elevado de crescimento. Este cenário não é apenas uma expectativa idealista, mas fundamenta-se nos resultados de vendas já alcançados. Entre janeiro e setembro deste ano, a Cury comercializou R$ 6,2 bilhões, representando um aumento de 30,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
 
Os dados revelam que setembro foi um mês excepcional para as vendas, sugerindo que a tendência de crescimento pode continuar. É importante notar que, ao invés de focar unicamente em novos lançamentos no quarto trimestre, a Cury pretende maximizar as vendas de seu estoque atual, o que demonstra uma estratégia bem estruturada e prudente. Isso permite à empresa garantir uma base sólida antes de se aventurar em novas construções, particularmente no primeiro semestre de 2026.
 

O Crescimento Sustentável e o Futuro das Vendas

Dentro desse contexto otimista, Cury avalia estar entrando em uma fase “mais madura de crescimento”. Isso significa que a companhia está não apenas focada em lançar novos empreendimentos, mas também em garantir que suas linhas financeiras se tornem mais robustas. Essa mudança estratégica permitirá à Cury traduzir o forte crescimento em receitas, margens e geração de caixa, aspectos fundamentais para a sustentabilidade a longo prazo.
 
O banco Santander, que acompanha de perto as movimentações da Cury, acredita que os lançamentos continuarão crescendo até pelo menos 2027. Contudo, esse crescimento não será tão intenso quanto o período entre 2018 e 2025, uma época de expansão acelerada. O foco agora é em consolidar esses resultados e convertê-los em benefícios financeiros tangíveis, algo que a Cury está comprometida em alcançar.
 

A Prioridade na Geração de Caixa

Outro aspecto crucial para a Cury é a manutenção de uma geração de caixa elevada. Nos últimos doze meses, a empresa alcançou a marca de R$ 513 milhões, o que lhe proporciona uma flexibilidade valiosa em um ambiente econômico volátil. Essa abordagem disciplinada na alocação de capital e na gestão de estoque é fundamental para garantir que a Cury não apenas sobreviva, mas prospere em um mercado competitivo.
 
Dentre as estratégias financeiras que a incorporadora pode implementar, destaca-se a possibilidade de pagar até R$ 200 milhões em dividendos extraordinários ainda este ano. Esse movimento está ligado à iminente taxação dos rendimentos a partir de 2026, conforme um projeto de lei que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Apesar disso, o CFO da Cury prefere esperar uma definição clara sobre essa legislação antes de tomar decisões definitivas.
 

Desafios e Oportunidades na Antecipação de Dividendos

A possibilidade de antecipar dividendos reflete uma tendência observada em diversas empresas do setor, como a Direcional, que pode seguir um caminho semelhante. Todavia, o CFO da Cury adota uma postura cautelosa, priorizando uma espera pela interpretação final da lei, a fim de tomar decisões informadas que não possam comprometer a saúde financeira da empresa.
 
Se a distribuição de dividendos for diluída ao longo dos anos, estima-se que o potencial de distribuição possa chegar a R$ 500 milhões, algo que certamente atrairá a atenção de investidores e fortalecerá a posição da Cury no mercado. Essa estratégia de gestão proativa é essencial para construir a confiança no desempenho financeiro da incorporadora em meio a incertezas econômicas.
 

As Perspectivas para o Setor Imobiliário

O futuro do mercado imobiliário parece promissor, especialmente com a Cury liderando essa onda de otimismo. As expectativas de crescimento de lançamentos são um indicativo claro de que a demanda por imóveis é robusta. Com a continuidade das taxas de juros em patamares tratados como acessíveis e o aumento da confiança dos consumidores, é possível que outras incorporadoras também sigam os passos da Cury, ampliando seus lançamentos e explorando novas oportunidades de negócios.
 
Este ciclo de crescimento pode ser sustentado por várias ações, desde investimentos em infraestrutura até o desenvolvimento de projetos inovadores que atendam às demandas atuais do mercado, como a busca por soluções habitacionais mais sustentáveis e acessíveis. À medida que a Cury e outras grandes incorporadoras se preparam para o próximo ano, a expectativa é de que o mercado continue a se desenvolver, criando um ambiente favorável tanto para compradores quanto para investidores.
 

Reforço na Confiança do Investidor

Com uma recomendação de compra das ações da Cury, o Santander aponta um preço-alvo de R$ 44 por papel, representando um potencial de valorização de 30%. Essa perspectiva positiva é um sinal claro de que a confiança dos investidores na Cury e na dinâmica do mercado imobiliário permanece firme. Essa confiança não se limita às perspectivas financeiras, mas abrange também a capacidade da empresa de se adaptar e inovar em um mercado em constante evolução.
 
Finalizando nossa análise, é evidente que a Cury está posicionando-se de maneira estratégica para o futuro. O plano de ampliar lançamentos para 2026 num valor impressionante de até R$ 9,5 bilhões não é apenas um número, mas uma afirmação da força e resiliência da empresa no cenário imobiliário brasileiro. O foco em geração de caixa e a adaptação a um ambiente regulatório em mudança demonstram uma maturidade que pode reverberar benefícios a longo prazo.
 
Olhando adiante, o que se pode esperar é um mercado imobiliário dinâmico, onde a Cury não só desempenha um papel protagonista, mas também inspira outras empresas a seguirem sua trilha de sucesso e inovação. Que venha 2026 e que os desafios sejam transformados em oportunidades!